
“Odeio coisas passageiras, que vem te marcam, te fazem feliz por um período e se vão sem avisar se vão voltar ou não. Coisas que se vão sem dizer adeus e sem dizer o porquê de ter ido. Odeio tudo que não é pra sempre, odeio aquilo que por um momento te faz acreditar que vai ser eterno, que vai ser pra sempre – mesmo sabendo que o pra sempre, sempre acaba – e se vai. Odeio tudo que me dá a impressão que vai ser bom, mas no final das contas é a pior coisa que pode acontecer na minha vida. Odeio gente que não fica, gente que vem te faz sorrir, te faz bem, que te faz ter as melhores lembranças e se vai. Odeio, também, precisar tanto de pessoas que não precisam de mim, pessoas que nem o meu nome devem lembrar, pessoas que hoje nem se lembram de tudo que passamos. Odeio ficar me lamentando, odeio ficar lembrando, odeio ficar só, odeio continuar me afundando em memórias mesmo sabendo que isso não é nada bom. Odeio o fato de odiar tantas coisas, e principalmente. Odeio o fato das pessoas me darem motivos pra odiar essas coisas.” — (noites em paris)

Só cansei de ouvir das pessoas coisas como “prometo que sempre estarei contigo”, ou “sabe que pode contar comigo pra tudo”. Porque no primeiro erro que eu cometo, por menor que seje, elas sempre me viram as costas e começam a me julgar. Sempre viram as costas e me deixam sozinha denovo. São promessas que deixam de ser compridas, e no final é o meu coração que fica surrado, machucado denovo. Mas de certo modo, talvez eu tenha que agradecer por essas dores, pois foi com elas aprendi que só posso contar com uma pessoa, só posso contar comigo mesma. Fernanda — (maybeshewillbeloved)